8 de abril de 2017

Confissões de uma Tarologa



Já há imenso tempo que estava para escrever um post dedicado a uma das minhas maiores paixões, o Tarot. Mas com o decorrer do tempo, e com acontecimentos passados, quase que ganhei medo de falar de algo que no fundo me é tão importante e me está entranhado na pele. 


Mas hoje, finalmente ganhei a coragem necessária para me expor sem medos e sem inseguranças, sim, eu leio cartas, sim, dou um curso do mesmo, e sim, pago faturas e outras despesas com o mesmo. Estou aos poucos a tornar uma paixão, de um hobby a um trabalho de tempo inteiro, e isto devo a todas as pessoas que realmente acreditam em mim, me apoiaram e me retiraram o medo de seguir em frente. 

De Sonia's Tarot, nasceu o MystiCafé com muita persistência, paciência e ajuda do meu namorado. Mas antes de chegarmos a tal, vou falar um pouco sobre o Tarot e como tal paixão nasceu em mim. 

Recuemos a minha infância. Por mais estranho que isto possa parecer, e eu sei que muita gente se consegue colocar minha pele, eu sempre senti que havia algo mais em mim, algo que eu tinha de descobrir mas que no fundo sabia que era para ajudar outras pessoas a guiarem-se de forma mais positiva na vida. Como? Nem eu sei explicar. 

Com o passar do tempo o interesse por Tarot aumentou, mas, pura inocência, eu não sabia onde raio ia encontrar um baralho perfeito para mim aqui em Trás-os-Montes. Guess what! Em 2013 um dos meus melhores amigos teve a delicadeza de me oferecer o meu primeiro baralho de Tarot, o Raider Waite Smith, e primeiramente comecei por querer estudar as cartas, mas antecipei-me demasiado e acabei por querer saber tudo duma única vez, pensei, bem, sou intuitiva, sempre senti isto, já devo ser pro e saber o que estou a fazer. ERRADO! Acreditem, num instante perdi o interesse, achava que afinal não dava para ler cartas e desisti. 

Coloquei as cartas de parte e segui em frente. Mas com o passar do tempo havia sempre algo a querer puxar-me para as cartas. Nem três meses depois já estava eu com as cartas na mão a estudar carta a carta, as possíveis conjugações, os significados, como ler, como interpretar, como deixar-me guiar pela intuição. E sim, é possível ler as cartas aprendendo sozinha e com muita persistência e paciência. 

Quatro anos depois, nasceu o MystiCafé, já li e guiei centenas de pessoas, (sim, já perdi o número de pessoas que já guiei!) e dou cursos para iniciante, para que, pelos menos os meus alunos, não passem pela agonia e desespero que eu passei. 

Aprendi sozinha e orgulho-me disso, e acreditem que já fui criticada e humilhada publicamente por alguém que veio perguntar preços, disse-lhe os preços de tudo, leituras e curso, tudo. Fartou-se de questionar como aprendi, exigiu falar com alunas minhas, fiz os favores todos, e como sinceridade não deve ser o forte dela, criticou o meu trabalho na página com 1 estrela e tentou difamar-me em diversos grupos. O que me valeu foi ter tido os tomates para me expor e explicar a situação aos administradores e eles retiraram tudo. Tive imenso apoio dos que estão comigo, namorado, amigos, alunos, tudo! E hoje continuo a exercer o que mais gosto com a página. 

Querem-se rir? Não me bastou essa situação, ainda me veio calhar outra logo a seguir, dei uma leitura gratuita a uma miúda, mesmo após o meu namorado ralhar comigo para o não fazer, fiz o que a miúda pediu até ela me começar a dizer que o namorado e os amigos dela começaram a dizer que era mentira e yada yada yada...exigiu quase para dizer a cor favorita da pessoa em questão, uh! Não o fiz como ela desejou e ao ver a situação anterior, criticou o meu trabalho com 1 estrela, logo a seguir vem o namorado e mais 1 estrela, e outra pessoa que nunca falei com ela. Resumindo, fui humilhada ao querer ajudar e nem cobrei, o que ela ganhou? Um block meu. O que eu ganhei? Uma lição para nunca mais oferecer algo de mão beijada. 

Portanto, estão a ver que não é assim tão fácil fazer o que gosto mas mesmo assim vou seguindo em frente. Se me perguntam se cobro, sim, cobro, mas nada exorbitante. Tenho faturas a pagar, comida a comprar, animais a estimar, uma vida a construir-se. Dediquei tempo e paciência para saber o que sei hoje, e irei dedicar tempo e sabedoria minha para guiar quem o assim desejar. 

O maior conselho que posso dar, a quem quiser aprender e seguir com o Tarot, é confiança própria e persistência. Se bem que, este é o conselho mais útil para tudo. 


O que é o Tarot? Easy, primeiramente, todos os Tarologos tem uma opinião própria e vincada do que é o Tarot. Mas isso não interessa, o que interessa é como cada um o vê e como o usa. O Tarot é de facto, um baralho de 78, 22 arcanos maiores e 56 arcanos menores. Os primeiros baralhos começaram a ser conhecidos nos meados do século XV e tem sido utilizado desde então como forma de prever o futuro, guia para acontecimentos futuros e uma forma de iluminar e curar o passado. Pessoalmente gosto de o utilizar como forma de cura e guia, mas imensas vezes me pedem previsões, as quais adverto sempre que cada ser humano tem o livre arbitrio de escolher de facto o caminho que deseja seguir. 

Posso fazer uma leitura para a pessoa X e indicar que seguindo tais conselhos, o que realmente ambiciona poderá ou não ser o mais indicado, mas se X decidir ignorar tudo o que fora dito na leitura, nada do que eu possa ter previsto acontecerá uma vez que X decidiu seguir com o seu livre arbitriu em frente. Por isso, antes de pensar mil e uma coisas, parem e reflitam sobre o que realmente achavam que o Tarot é. 

Quantos baralhos existe? IMENSOS! Existem dois grandes, o Raider Waite Smith (o meu all time favorite!) e o de Marselha. Depois há inúmeros clones de cada um, e baralhos cujo artista deu o seu próprio toque e definição. 
Pessoalmente tenho 5. Raider Waite Smith (versão alemã foi-me oferecida, alias, foi o meu primeiro. E a versão inglesa foi adquirida posteriormente), Shadowscapes Tarot (clone do Raider, foto acima com o café), Wild Unknown Tarot (oferecido, outro clone do Raider) e o Tarot Dourado (clone do Marselha que me fora oferecido por uma grande amiga). 

A paixão é tanta que tatuei a carta da Força do Wild Unknown na coxa, e adivinhem, QUERO MAIS! 



Posso não ter a coxa mais perfeita, mas tenho a tattoo mais perfeita em mim, hell yeah! 

E se há coisa que eu quero sempre ser para quem aprende comigo, para quem teve, tem e terá leituras comigo, é confiança e amizade. A pessoa que sou quando leio, é a mesma pessoa que sai a noite para beber um fino com os amigos, não há máscaras, não há egos superiores, somos todos iguais e todos devemos ser respeitados. 

Ahhhh e adoro ler para cépticos, já fiz vários chorar e abraçarem-me agradecendo por toda a ajuda, por isso, e por muito mais, vale sempre a pena dispensar um pouco do meu tempo para ajudar quem realmente precisa e aprecia toda a dedicação que eu coloco em prática com o Tarot. 

Se tiverem dúvidas, ou seja o que for, sintam-se há vontade para falar comigo, terei todo o gosto em esclarecer. 

Gostavam de ter uma leitura comigo? Ingressar no curso? Basta falar comigo através de mensagem privada na página do Facebook MystiCafé. Clica aqui!  

Espero que tenham gostado deste post bastante diferente e mais eu. O blog será mesmo assim, mais eu, mais dinâmico, mais fresco...mais...EU! Ponto, hihi 

Até Jazz,

1 comentário

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